Tira-dúvidas I – assuntos diversos

O dente que não cai
Na escola, ninguém fala em outra coisa. Todos exibem, orgulhosos, seus sorrisos com janelinhas. A maioria comenta a chegada da fada do dente, que troca o dente de leite por um dinheirinho. A fase de troca dos dentes é um momento importante na vida da criança, uma prova  concreta de que ela está crescendo. E quando o dente não cai? Triste para a criança e motivo de dor de cabeça para os pais. A fase da troca é maleável. Pode variar de criança para criança.
Os primeiros dentes de leite a cair (por volta dos 5-6 anos) são os da frente (incisivos centrais). Depois os do lado e por fim os caninos. O fator genético também é determinante. Às vezes, conforme o histórico da família, é normal a troca ocorrer mais tarde. Se a troca da dentição está atrasada, algumas providências podem ser tomadas. A primeira delas é fazer uma radiografia panorâmica, que é indicada pelo odontopediatra. Com o raio X em mãos, o dentista consegue descartar inúmeros problemas verificar como está a troca, se a criança tem todos os dentes permanentes para trocar com os de leite, se há desvio de erupção ou algo que atrapalhe o nascimento do dente permanente. Se a criança ainda não tem a rotina de frequentar o dentista, deve começar já.

 

Quanta baba!
Quem é que nunca prestou atenção na baba do próprio filho? É impossível não notar o aguaceiro que escorre pela boca, pinga do queixo e ensopa o macacão. Há quem credite essa babação ao nascimento dos dentes. Não é bem assim. Os bebês babam porque ainda não têm coordenação para deglutir a quantidade de saliva produzida, que aumenta a partir dos 3 meses, muito antes da dentição.
A mudança na produção tem um nome engraçado: sialorréia. É uma salivação excessiva causada pelo próprio desenvolvimento neurológico e bucal do bebê. Logo, é normal babar – muito ou pouco. Não é um problema de saúde e por isso não se medica. A situação melhora por volta dos 2 anos, quando a criança domina a arte de deglutir. Caso não diminua, converse com o pediatra para ter a avaliação de um otorrinolaringologista e de um fonoaudiólogo. O pediatra avisa, porém, que algumas situações também estimulam a produção da saliva, como aftas, dentes, resfriados e o refluxo gastroesofágico. Nesses casos, deve-se cuidar da causa para acabar com a consequência.

Fonte:
Revista Crescer